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CHUVAS PRATA E DOURADA
..... Ooohhhhhhhh....
ou Bleasrsgghttsssss... Já reagirão alguns diante do
título. Afinal, este é um tema muitas vezes tabu, limite ou repulsivo para a
maioria. Mas quem sabe algumas (errôneas) imagens e idéias sobre o mesmo não
irão se dissipar com este texto ? Afinal, esta é a idéia... Então, vamos lá...
Chuva Prata é um
termo usado indistintamente para três tipos de fluidos: suor, cuspe e para os
líquidos sexuais (esperma e gozo feminino).
O suor, afastada a
hipótese de uma total e incontrolável repulsa da escrava, o que somente neste
caso transformaria a chuva prata correspondente numa tortura ou humilhação,
teria uma conotação na verdade erótica, sensual e libidinosa. Pois lamber ou
ser molhado pelo suor do parceiro, compartilhando de seu cheiro, seu gosto e
seu fluido, é demonstrar a total falta de nojo ou repulsa ao companheiro, o que
resultaria numa aproximação e envolvimento ainda mais intensos.
Ao contrário do suor, a saliva/cuspe, em face da conotação social de
humilhação, subjugo e desprezo dada a uma "cusparada no rosto" ou
"cuspida", dificilmente conseguiria denotar "envolvimento ou
aproximação".
Como a bofetada, uma cusparada no rosto
tem no BDSM a mesma força intrínseca maior no fator psicológico e social.
É incontesti
que um tapa no rosto é muito, mas muuito menos
dolorido ou hard do que um spanking ou um
chicoteamento. Porém, o poder de subjugo, disciplinamento
e imposição de obediência/respeito imediato que
possui, torna-o muito mais eficiente como uma imediata atitude de imposição de
"pulso forte" e bloqueio de uma falha ou rebeldia da escrava, do que
um chicoteamento que a tire sangue.
Isso porque o susto, imediatismo e
conotação psicológica e social de um tapa no rosto supera em muito os efeitos
(não os físicos, mas os psíquicos) de um chicoteamento, no objetivo de
humilhação, disciplinamento e/ou
imposição de moral/respeito imediato. Pois é muito
forte a imagem do tapa no rosto que nos foi incutida e nos acompanha no dia a
dia e até mesmo em termos verbais usuais ("foi uma bofetada na cara",
"vou te dar na cara", etc...).
Assim, da mesma forma, acompanha tal
fator psicológico e social a cusparada, seja no rosto ou mesmo no chão/corpo em sinal de desprezo. Sua conotação social e psicológica imposta no dia a dia e incutido em nossa
personalidade, faz com que a mesma acabe por sempre denotar humilhação
ou desprezo. Ou, sob outro prisma, grosseria ou vulgaridade.
Para encerrar as chuvas prata,
entremos na mais polêmica delas: O gozo.
Primeiramente o esperma masculino:
Pode parecer para nós – fetichistas e pessoas mais liberadas – inconcebível que o sexo oral ainda possa
causar alguma repulsa ou ser tratado como tabu. Mas é. Para muitos "baunilhas plus"
uma "chupada" ainda é algo assustador, vulgar, repulsivo, humilhante
ou inaceitável.
Ora, se o sexo oral já é uma pratica
polêmica e repulsiva para muitos, o que dizer então da chuva prata resultante ?
Gozar sobre a escrava é um ato e um visual maravilhosos, mas pode gerar nojo em
algumas delas (mesmo lembrando que o sêmen é o fluido mais limpo do organismo,
pois é o único que não tem como objetivo exalar impurezas).
Indo além, esta prática teria vários
níveis diferentes, pois, dependendo do envolvimento, confiança e segurança (merecidos)
entre o casal, pode-se ir de uma simples gozada no corpo, até uma gozada na
boca com a ingestão ou não da escrava do fluido de seu Dono.
Aí, repito, é necessária a devida
confiança e segurança no parceiro para que tal prática não deixe de ser uma
fantasia e passe a ser uma irresponsabilidade... ou suicídio com os riscos dos
dias de hj.
Neste raciocínio, saliente-se que
recusar práticas escatológicas pela dúvida de sua segurança com um parceiro em
especial é plenamente coerente. Porém, vejo aí um pleonasmo. Porque este
cuidado com a escolha do parceiro não deve se restringir nem nascer numa
prática específica, mas sim, deve ser uma prerrogativa e constância em toda a
relação. Ter um envolvimento íntimo com uma outra pessoa – ainda mais intenso
como é o BDSM - sem o devido cuidado e confiança no parceiro é uma
irresponsabilidade. Porém, usar constante e intransponivelmente
tal prerrogativa para se eximir de práticas específicas dentro da relação deixa
de ser um sinal de prudência, para ser uma evidência de covardia, protelação ou
enganação.
E o sexo oral NA ESCRAVA ?
Pasme-se, mas este ainda é um grande
tabu em BDSM.
Se existem Mestres que chegam ao
extremo de omitir e negar beijos e carinhos na sessão, imagine sexo oral na
escrava ?
Mas porque este tabu ? Onde o mesmo
se apóia para interligar-se com a liturgia BDSM ?
Primeiro porque é um grande tabu
também no baunilha. Poucos sabem, mas no início do
século, chamar um homem de "chupador de vagina" era uma ofensa
inaceitável. Pois significava que o homem era impotente ou "servia" a
uma mulher numa sociedade ainda amplamente machista. Assim, talvez esta imagem
ainda sobreviva, fazendo com que o sexo oral na mulher seja visto
"ainda" como uma – pasme-se – humilhação.
Segundo, porque parte-se
da premissa que só quem é chupado sente prazer (que tolice). Ou seja, ao
praticar o sexo oral em sua escrava, o Dono estaria fazendo uma prática onde só
ela sente prazer e portanto ele estaria com isso "servindo-a" e a seu
prazer egoísta. Assim, haveria uma inversão de valores, pois conceitualmente
quem deve agradar e servir gratuitamente é a escrava.
Ora, se o Mestre não sente prazer ou
sente repulsa nesta prática, que não a faça. É um direito dele. Mas, tirando
aqueles que tem em sua atitude a justificativa coerente da insuficiente higiene
da sua parceira, deixar de praticá-lo pelo preconceito de julgá-lo inaceitável
no BDSM, é um desperdício.
E diante disso, completo, para
aqueles que ainda julguem o sexo oral na escrava uma prática humilhante ou
serviçal do Mestre, passível de diminuir seu domínio e moral, que não existe
forma mais eficiente de se dominar uma mulher do que pela libido. Logo, quanto
mais artifícios um bom Mestre souber e se dispor a usar para elevar o desejo, o
tesão, o gozo e a realização de sua serva, mais ela estará SOB SEU DOMÍNIO. *pisc
Continuando... Peço licença para
abster-me da análise da Chuva marrom, uma vez que esta é uma prática que faz
parte de meus limites como Mestre.
E justifico, para não parecer
preconceito: Primeiro porque não consigo imaginar-me conseguindo o necessário
relaxamento durante uma sessão para praticá-la; e segundo, porque o olfato é um
sentido muito forte em minha libido. Tanto prova que em minhas regras restrinjo
o uso de perfume pela escrava para que seu cheiro próprio,
único, inconfundível e erótico não seja sufocado por um extrato de seiva
que, por mais caro e raro que seja, não chega aos pés do cheiro único e
atraente da fêmea excitada, clamando pelo gozo com seu Dono.
Assim, adentremos na Chuva Dourada...
De início devemos observar que a
urina provém diretamente dos órgãos genitais, um fato que poderia levá-la a um simbolismo
também erótico. Porém, de imediato, as pessoas não iriam nunca associá-la à
libido, mas sim à uma prática humilhante, nojenta, de
subjugo ou de castigo.
Ora, para muitos sim. Basta que o
nojo aos fluidos do parceiro esteja ou permaneça presente para que esta prática
se torne uma tortura ou humilhação. Porém, e se não há esta repulsa ? Ou se ela
existe, sua intensidade não é maior do que o desejo de se interagir e envolver
com todos os fluidos que venham do parceiro, seja por que motivo for ?
Ora, ao praticar a chuva dourada
passivamente, a praticante não estaria demonstrando toda sua interação e
envolvimento com seu parceiro, ao ponto de aceitar e
se agradar de todos os seus fluidos sem restrições ?
Assim sendo, torna-se importante
nesta prática, antes de mais nada, descobrir e/ou lapidar os sentimentos de como a praticante passiva
encara a mesma. Pois se esta causa-lhe uma repulsa
inaceitável, o praticante ativo, ao praticá-la (respeitando o limite da
parceira), saberá estar naquele momento torturando-a ou humilhando-a mesmo que
ela esteja aceitando por submissão. Em suma, a conotação da prática vai
depender de como os parceiros a encaram, em especial a praticante passiva, mas tb. o ativo, porque se ele quiser impor a prática como uma
humilhação e a praticante passiva se agrada dela, pois a vê como envolvimento,
a humilhação existirá apenas na cabeça de um.
Por fim, como nas praticas
anteriores, será o nível de envolvimento, confiança e segurança entre os parceiros
que irá determinar a intensidade e os limites da chuva dourada, restringindo-a
ao corpo ou chegando ao ápice da ingestão pela praticante passiva de mais este
fluido de seu parceiro. Qualquer cena praticada com pessoas com o devido
cuidado com a higiene e segurança não há como ser contestada sob a égide de
insalubre ou arriscada.
Por fim, atentemos que a chuva
dourada, como diversas outras fantasias, é praticada independente do BDSM.
Existem muitos adeptos que não mantêm qualquer relação de dominação ou sadismo.
Basta ver que existem na net diversas salas específicas de chuvas, onde a
maioria dos freqüentadores nem sabem da existência ou se agradam de BDSM. E pq.
Isso ? Porque a correlação das chuvas com o BDSM não estaria
na pratica em si, mas no sentimento enquanto ela é praticada. Ou seja, se a
praticante passiva tem nojo, será uma tortura, se ela faz porque sabe que seu
parceiro se agrada, será submissão e se o praticante ativo pretende subjugá-la,
será uma humilhação. Mas e se ambos se agradam e vêem-na com a idéia de
envolvimento e interação ?
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Repararam que na chuva dourada eu evitei as palavras
Mestre e escrava ?
Sabem porque ? Porque quis resguardar
o direito de fazer uma pergunta ao final (a primeira deste meu site), sem influenciar a resposta:
- Partindo da premissa de que a chuva
dourada seja vista sob o prisma de ENVOLVIMENTO e INTERAÇÃO entre os parceiros,
e não como uma humilhação, nojeira, submissão ou
tortura, pode então ela ser praticada passivamente pelo Dominador e ativamente
pela escrava sem comprometer a posição de cada um no BDSM?
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A resposta de 80% dos visitantes na antiga
pagina foi: SIM.
Jot@SM