.................. O Primeiro Romance BDSM Brasileiro ..................

Submissão Concedida

          do Mestre Jot@SM

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CHUVAS PRATA E DOURADA

 

          ..... Ooohhhhhhhh.... ou Bleasrsgghttsssss... Já reagirão alguns diante do título. Afinal, este é um tema muitas vezes tabu, limite ou repulsivo para a maioria. Mas quem sabe algumas (errôneas) imagens e idéias sobre o mesmo não irão se dissipar com este texto ? Afinal, esta é a idéia... Então, vamos lá...

          Chuva Prata é um termo usado indistintamente para três tipos de fluidos: suor, cuspe e para os líquidos sexuais (esperma e gozo feminino).

         O suor, afastada a hipótese de uma total e incontrolável repulsa da escrava, o que somente neste caso transformaria a chuva prata correspondente numa tortura ou humilhação, teria uma conotação na verdade erótica, sensual e libidinosa. Pois lamber ou ser molhado pelo suor do parceiro, compartilhando de seu cheiro, seu gosto e seu fluido, é demonstrar a total falta de nojo ou repulsa ao companheiro, o que resultaria numa aproximação e envolvimento ainda mais intensos.

         Ao contrário do suor, a saliva/cuspe, em face da conotação social de humilhação, subjugo e desprezo dada a uma "cusparada no rosto" ou "cuspida", dificilmente conseguiria denotar "envolvimento ou aproximação".

        Como a bofetada, uma cusparada no rosto tem no BDSM a mesma força intrínseca maior no fator psicológico e social.

         É incontesti que um tapa no rosto é muito, mas muuito menos dolorido ou hard do que um spanking ou um chicoteamento. Porém, o poder de subjugo, disciplinamento e imposição de obediência/respeito imediato que possui, torna-o muito mais eficiente como uma imediata atitude de imposição de "pulso forte" e bloqueio de uma falha ou rebeldia da escrava, do que um chicoteamento que a tire sangue.

        Isso porque o susto, imediatismo e conotação psicológica e social de um tapa no rosto supera em muito os efeitos (não os físicos, mas os psíquicos) de um chicoteamento, no objetivo de humilhação, disciplinamento e/ou imposição de moral/respeito imediato. Pois é muito forte a imagem do tapa no rosto que nos foi incutida e nos acompanha no dia a dia e até mesmo em termos verbais usuais ("foi uma bofetada na cara", "vou te dar na cara", etc...).

          Assim, da mesma forma, acompanha tal fator psicológico e social a cusparada, seja no rosto ou mesmo no chão/corpo em sinal de desprezo. Sua conotação social e psicológica imposta no dia a dia e incutido em nossa personalidade, faz com que a mesma acabe por sempre denotar humilhação ou desprezo. Ou, sob outro prisma, grosseria ou vulgaridade.

          Para encerrar as chuvas prata, entremos na mais polêmica delas: O gozo.

          Primeiramente o esperma masculino:

         Pode parecer para nós – fetichistas e pessoas mais liberadas – inconcebível que o sexo oral ainda possa causar alguma repulsa ou ser tratado como tabu. Mas é. Para muitos "baunilhas plus" uma "chupada" ainda é algo assustador, vulgar, repulsivo, humilhante ou inaceitável.

         Ora, se o sexo oral já é uma pratica polêmica e repulsiva para muitos, o que dizer então da chuva prata resultante ? Gozar sobre a escrava é um ato e um visual maravilhosos, mas pode gerar nojo em algumas delas (mesmo lembrando que o sêmen é o fluido mais limpo do organismo, pois é o único que não tem como objetivo exalar impurezas).

         Indo além, esta prática teria vários níveis diferentes, pois, dependendo do envolvimento, confiança e segurança (merecidos) entre o casal, pode-se ir de uma simples gozada no corpo, até uma gozada na boca com a ingestão ou não da escrava do fluido de seu Dono.

          Aí, repito, é necessária a devida confiança e segurança no parceiro para que tal prática não deixe de ser uma fantasia e passe a ser uma irresponsabilidade... ou suicídio com os riscos dos dias de hj.

         Neste raciocínio, saliente-se que recusar práticas escatológicas pela dúvida de sua segurança com um parceiro em especial é plenamente coerente. Porém, vejo aí um pleonasmo. Porque este cuidado com a escolha do parceiro não deve se restringir nem nascer numa prática específica, mas sim, deve ser uma prerrogativa e constância em toda a relação. Ter um envolvimento íntimo com uma outra pessoa – ainda mais intenso como é o BDSM - sem o devido cuidado e confiança no parceiro é uma irresponsabilidade. Porém, usar constante e intransponivelmente tal prerrogativa para se eximir de práticas específicas dentro da relação deixa de ser um sinal de prudência, para ser uma evidência de covardia, protelação ou enganação.

          E o sexo oral NA ESCRAVA ?

          Pasme-se, mas este ainda é um grande tabu em BDSM.

         Se existem Mestres que chegam ao extremo de omitir e negar beijos e carinhos na sessão, imagine sexo oral na escrava ?

          Mas porque este tabu ? Onde o mesmo se apóia para interligar-se com a liturgia BDSM ?

         Primeiro porque é um grande tabu também no baunilha. Poucos sabem, mas no início do século, chamar um homem de "chupador de vagina" era uma ofensa inaceitável. Pois significava que o homem era impotente ou "servia" a uma mulher numa sociedade ainda amplamente machista. Assim, talvez esta imagem ainda sobreviva, fazendo com que o sexo oral na mulher seja visto "ainda" como uma – pasme-se – humilhação.

          Segundo, porque parte-se da premissa que só quem é chupado sente prazer (que tolice). Ou seja, ao praticar o sexo oral em sua escrava, o Dono estaria fazendo uma prática onde só ela sente prazer e portanto ele estaria com isso "servindo-a" e a seu prazer egoísta. Assim, haveria uma inversão de valores, pois conceitualmente quem deve agradar e servir gratuitamente é a escrava.

          Ora, se o Mestre não sente prazer ou sente repulsa nesta prática, que não a faça. É um direito dele. Mas, tirando aqueles que tem em sua atitude a justificativa coerente da insuficiente higiene da sua parceira, deixar de praticá-lo pelo preconceito de julgá-lo inaceitável no BDSM, é um desperdício.

          E diante disso, completo, para aqueles que ainda julguem o sexo oral na escrava uma prática humilhante ou serviçal do Mestre, passível de diminuir seu domínio e moral, que não existe forma mais eficiente de se dominar uma mulher do que pela libido. Logo, quanto mais artifícios um bom Mestre souber e se dispor a usar para elevar o desejo, o tesão, o gozo e a realização de sua serva, mais ela estará SOB SEU DOMÍNIO. *pisc

          Continuando... Peço licença para abster-me da análise da Chuva marrom, uma vez que esta é uma prática que faz parte de meus limites como Mestre.

          E justifico, para não parecer preconceito: Primeiro porque não consigo imaginar-me conseguindo o necessário relaxamento durante uma sessão para praticá-la; e segundo, porque o olfato é um sentido muito forte em minha libido. Tanto prova que em minhas regras restrinjo o uso de perfume pela escrava para que seu cheiro próprio, único, inconfundível e erótico não seja sufocado por um extrato de seiva que, por mais caro e raro que seja, não chega aos pés do cheiro único e atraente da fêmea excitada, clamando pelo gozo com seu Dono.

          Assim, adentremos na Chuva Dourada...

          De início devemos observar que a urina provém diretamente dos órgãos genitais, um fato que poderia levá-la a um simbolismo também erótico. Porém, de imediato, as pessoas não iriam nunca associá-la à libido, mas sim à uma prática humilhante, nojenta, de subjugo ou de castigo.

          Ora, para muitos sim. Basta que o nojo aos fluidos do parceiro esteja ou permaneça presente para que esta prática se torne uma tortura ou humilhação. Porém, e se não há esta repulsa ? Ou se ela existe, sua intensidade não é maior do que o desejo de se interagir e envolver com todos os fluidos que venham do parceiro, seja por que motivo for ?

          Ora, ao praticar a chuva dourada passivamente, a praticante não estaria demonstrando toda sua interação e envolvimento com seu parceiro, ao ponto de aceitar e se agradar de todos os seus fluidos sem restrições ?

          Assim sendo, torna-se importante nesta prática, antes de mais nada, descobrir e/ou lapidar os sentimentos de como a praticante passiva encara a mesma. Pois se esta causa-lhe uma repulsa inaceitável, o praticante ativo, ao praticá-la (respeitando o limite da parceira), saberá estar naquele momento torturando-a ou humilhando-a mesmo que ela esteja aceitando por submissão. Em suma, a conotação da prática vai depender de como os parceiros a encaram, em especial a praticante passiva, mas tb. o ativo, porque se ele quiser impor a prática como uma humilhação e a praticante passiva se agrada dela, pois a vê como envolvimento, a humilhação existirá apenas na cabeça de um.

          Por fim, como nas praticas anteriores, será o nível de envolvimento, confiança e segurança entre os parceiros que irá determinar a intensidade e os limites da chuva dourada, restringindo-a ao corpo ou chegando ao ápice da ingestão pela praticante passiva de mais este fluido de seu parceiro. Qualquer cena praticada com pessoas com o devido cuidado com a higiene e segurança não há como ser contestada sob a égide de insalubre ou arriscada.

          Por fim, atentemos que a chuva dourada, como diversas outras fantasias, é praticada independente do BDSM. Existem muitos adeptos que não mantêm qualquer relação de dominação ou sadismo. Basta ver que existem na net diversas salas específicas de chuvas, onde a maioria dos freqüentadores nem sabem da existência ou se agradam de BDSM. E pq. Isso ? Porque a correlação das chuvas com o BDSM não estaria na pratica em si, mas no sentimento enquanto ela é praticada. Ou seja, se a praticante passiva tem nojo, será uma tortura, se ela faz porque sabe que seu parceiro se agrada, será submissão e se o praticante ativo pretende subjugá-la, será uma humilhação. Mas e se ambos se agradam e vêem-na com a idéia de envolvimento e interação ?

          ....

          Repararam que na chuva dourada eu evitei as palavras Mestre e escrava ?

          Sabem porque ? Porque quis resguardar o direito de fazer uma pergunta ao final (a primeira deste meu site), sem influenciar a resposta:

- Partindo da premissa de que a chuva dourada seja vista sob o prisma de ENVOLVIMENTO e INTERAÇÃO entre os parceiros, e não como uma humilhação, nojeira, submissão ou tortura, pode então ela ser praticada passivamente pelo Dominador e ativamente pela escrava sem comprometer a posição de cada um no BDSM?

 

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         A resposta de 80% dos visitantes na antiga pagina foi:  SIM.

 

                                                             Jot@SM